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Notícias do mercado imobiliário

Setor da construção pronto para uma virada

Depois de três anos consecutivos de drástico encolhimento, o mercado da construção civil na capital paulista está a caminho de uma virada em 2017, podendo crescer de 5% a 10% em relação ao ano passado, segundo o presidente do Sindicato de Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary. Em sua visão, chegou ao fim o ciclo de baixa do setor e já se iniciou um ciclo de recuperação, o que é animador para a atividade econômica, com maior movimento em toda a cadeia fornecedora do setor e contração de mão de obra.


É verdade que a reação é moderada, já que a base de comparação é baixa, pois em 2016 houve queda de 23,6% nos lançamentos e 19,7% nas vendas de imóveis residenciais. Mas, considerando a existência de uma demanda reprimida e a queda da inflação e dos juros, o crescimento pode ser mais vigoroso. O economista Celso Petrucci afirma que o Secovi cogita rever para cima as projeções de expansão: “Nos meses anteriores, nós considerávamos a possibilidade de rever essa projeção para baixo. Agora, se mudarmos a projeção, será para cima”.


O aquecimento da demanda terá reflexo sobre os preços dos imóveis novos, que tendem a aumentar em torno de 10%, se confirmadas as condições que se desenham no mercado. Lembra-se, a propósito, que os preços dos imóveis em geral tiveram queda de 3,8% em 2015 e praticamente permaneceram estáveis em 2016, com reajuste médio de 0,1%.


O mercado, portanto, ainda está muito favorável aos potenciais compradores. No fim de 2016, havia em São Paulo um estoque de 24,1 mil unidades habitacionais, contando lançamentos de imóveis na planta, em obras e recém-construídos.


Muito se fala sobre o volume de cancelamentos dos contratos de compra e venda de imóveis, os chamados distratos, que chegaram a representar 20,5% das transações com imóveis ao fim de 2016. Em vez de devolução dos valores já pagos aos incorporadores, o Secovi defende a adoção de mecanismos para facilitar a revenda ou leilão de imóveis mantendo as regras em vigor para tais casos. Seja como for, à medida que a economia se recuperar e os imóveis se valorizarem, a proporção de distratos tende naturalmente a cair.


Fonte: Estadão


12/05/17

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